Mais um acidente envolvendo automóvel e trem, desta vez em Paraíba do Sul

Com informações do site Correio Petropolitano
Imagem de capa: Redes Sociais

Segundo informações divulgadas pela imprensa regional, um acidente envolvendo um automóvel e uma composição ferroviária da MRS Logística foi registrado na manhã desta terça-feira (9) em uma passagem em nível localizada na Rua Alberto Mota Vizeu, no município de Paraíba do Sul. O caso reacende, “novamente de novo outra vez”, o debate sobre a necessidade de maior conscientização e educação no trânsito em áreas cruzadas por linhas férreas, especialmente em cidades do interior fluminense onde ainda existem diversos cruzamentos em nível ativos e circulação frequente de trens de carga.

De acordo com nota divulgada pela MRS Logística, o trem seguia viagem cumprindo todos os protocolos operacionais e de segurança previstos para aproximação da passagem em nível. Ainda segundo a concessionária, o veículo teria tentado atravessar os trilhos de forma repentina, ocasionando a colisão. O maquinista acionou imediatamente os freios de emergência, mas, como ocorre em qualquer composição ferroviária, a distância necessária para parada completa é muito superior à de um automóvel, impossibilitando evitar o impacto.

A empresa ressaltou que o Código de Trânsito Brasileiro estabelece, no artigo 212, que deixar de parar o veículo antes de transpor uma linha férrea constitui infração gravíssima. Apesar disso, acidentes desse tipo ainda são frequentes em diversas regiões do país, sobretudo em trechos urbanos onde parte da população acaba se acostumando à presença da ferrovia e reduz os cuidados necessários ao atravessar os trilhos.

Diferentemente de veículos rodoviários, um trem possui enorme massa, baixa capacidade de frenagem instantânea e depende de centenas de metros para conseguir parar totalmente após o acionamento do freio de emergência. Em muitos casos, mesmo quando o maquinista percebe o risco e reage imediatamente, o impacto torna-se inevitável.

O episódio também reforça a importância de investimentos constantes em sinalização, modernização de passagens em nível, campanhas educativas e implantação de dispositivos de segurança complementares, como cancelas automáticas, sistemas luminosos e sonoros. Em diversas cidades do estado do Rio de Janeiro, especialmente em trechos compartilhados entre áreas urbanas e corredores ferroviários de carga, o convívio seguro entre ferrovia e trânsito urbano depende tanto da infraestrutura quanto da conscientização coletiva.

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